MARKETING POLÍTICO E ELEITORAL: a fronteira entre legalidade e conduta abusiva na coleta de dados para a segmentação da propaganda
Jade Caldas Sibalde
Advogada e consultora jurídica, doutoranda em Ciências Jurídico-Políticas pela Universidade de Lisboa, pós-graduada em Compliance e Governança Corporativa pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas), bacharel em direito pela
Universidade Federal da Bahia (UFBA).
RESUMO
O presente artigo tem como foco a evolução da comunicação política no contexto das eleições brasileiras, especialmente pós-2018. Partindo da premissa da importância crucial da propaganda tanto nos negócios quanto na política, a pesquisa explora as mudanças na dinâmica entre candidatos e eleitores, destacando o impacto significativo das redes sociais e outras plataformas digitais. Em um cenário onde as fronteiras entre o virtual e o real estão em constante conflito, o estudo se concentra na propaganda eleitoral na era digital, examinando, através de revisão bibliográfica combinada com o método analítico, os efeitos do marketing político e eleitoral baseado na coleta e segmentação de dados dos usuários. Com a consolidação das redes sociais como elemento da vida cotidiana, coloca-se a indagação sobre a legitimidade da propaganda por meios virtuais e como a Justiça Eleitoral deve responder ao uso de dados.
Palavras-chaves: eleições; propaganda eleitoral; redes sociais; voto; marketing político.

