Memória
Durante o Regime Militar, com o intuito principal de favorecer a ARENA, partido que sustentava o regime, em detrimento do MDB, partido no qual se concentrava a oposição, o governo federal patrocinou, em 1976, a publicação da Lei Falcão, legislação que restringia, de forma bastante incisiva, a propaganda eleitoral.
Em conformidade com os ditames da Lei Falcão, os candidatos só podiam informar o que eram ou tinham sido na vida, a partir da leitura, por um locutor em off, do currículos dos pretendentes a cargos eletivos. Era proibida qualquer outra forma de discurso ou manifestação política no horário gratuito do rádio e da TV, de forma a engessar a livre troca de ideias e o debate de propostas necessários em uma eleição.
O fim da “mordaça” na propaganda eleitoral somente chegou completamente ao fim com a redemocratização e as eleições municipais diretas de 1985.
