RESUMO

Este artigo analisa o fenômeno da sub-representação e da violência política contra as mulheres no cenário político-eleitoral, com foco no papel desempenhado pela Justiça Eleitoral. A partir de um paradoxo central — mulheres constituem a maioria do eleitorado, mas uma minoria nos espaços de poder —, investiga-se a natureza estrutural da desigualdade de gênero. O trabalho explora os conceitos de violência política, as respostas normativas como as cotas de gênero e as fraudes correlatas, e as iniciativas institucionais, a exemplo da Comissão TSE Mulheres. Utilizando uma abordagem crítica baseada em produções acadêmicas e institucionais, o artigo contrapõe os avanços promovidos pelos tribunais com as barreiras que persistem dentro das próprias instituições judiciárias, como a baixa representatividade feminina em sua composição e o uso de linguagem androcêntrica. Conclui-se que, embora as ações da Justiça Eleitoral sejam fundamentais, a superação da desigualdade de gênero demanda reformas estruturais profundas e uma vigilância contínua para garantir que as políticas de igualdade transcendam o discurso e promovam uma transformação efetiva da cultura política.

Palavras-chave: Justiça Eleitoral; violência política de gênero; representação feminina; cotas de gênero; reforma institucional.


Última atualização: sexta, 10 Jul 2026, 21:54