Resumo
O presente artigo propõe uma análise crítica da tese defendida por Steven Levitsky e Daniel Ziblatt em Como as Democracias Morrem, especificamente no que tange ao papel dos partidos políticos como principais guardiões da democracia. Embora essa premissa seja aplicável ao contexto dos Estados Unidos, observa-se que, no Brasil, a função de proteção democrática tem sido desempenhada de maneira mais incisiva pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pela imprensa. A partir de uma abordagem exploratória e qualitativa, fundamentada em revisão bibliográfica e análise doutrinária, este estudo busca demonstrar a inadequação do modelo proposto pelos autores quando aplicado à realidade brasileira. A fragilidade dos partidos políticos no Brasil e sua permeabilidade a interesses diversos fazem com que outras instituições assumam esse papel, o que impõe uma reflexão sobre a dinâmica de preservação da democracia no país.
Palavras-chave: democracia; partidos políticos; Supremo Tribunal Federal; imprensa; Brasil.
